Racum Tecnologia

Artigos de May, 2008


Pesquisa de Consumo de Vídeo por Dispositivo

Ipsos Insight publicou hoje (30/Maio) o resultado de sua pesquisa sobre a distribuição de tempo dedicado à cada dispositivo no consumo de vídeo. Os dados são a comparação de duas coletas de amostragem realizadas nos meses de Fevereiro de 2007 e 2008, e foram adquiridos por meio de pesquisa de campo no mercado americano.

Os resultados, como esperado, mostraram uma redução no tempo de consumo de vídeo em aparelhos de TV de 75% para 70%. Houve também um aumento de consumo em telas de computador de 11% para 19%, e media players de 1% para 2%. A pesquisa também mostra a distribuição do tempo de consumo dividido por idade.

A pesquisa não abrangeu o tipo de conteúdo consumido, apenas o tipo de dispositivo usado, assim não é possível saber se esse fenômeno está associado ou não aos Podcasts; mas podemos concluir que a audiência está se tornando mais tolerante a assistir vídeos em seus computadores e media players, o que indiretamente afeta os Podcasts.

O Press Release da pesquisa e seus resultados principais encontram-se no seguinte link:

PC Encroaching On TV’s Dominance In Share Of Screen Time With Digital Video Users

 

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A Nova Velha Mídia

Se você é um podcaster e ainda não adicionou New Media ao seu vocabulário é bom se ligar: Nova Mídia não é uma “tendência”, é uma realidade! Não acredita? então compare as mudanças no nome da principal convenção mundial de podcasters:

  • 2005: Portable Media Expo and Podcasting Conference
  • 2006: Podcast and Portable Media Expo
  • 2007: Podcast and New Media Expo
  • 2008: New Media Expo

Identificou o padrão? No começo, em 2005 (ano de estréia do iPod Video), todos apostavam em portabilidade como selling-point dos podcasts, aos poucos o mercado percebeu o que realmente importa: o conteúdo! O mercado amadureceu, ficou mais consciente e criou uma terminologia mais abrangente.

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Oportunidades Mid-Tail Caso 4: Saúde

Este é o último artigo da série Mid-Tail, onde exploro as casos que não caem no interesse da Velha Mídia, mas podem ser ótimas oportunidades para Podcasters. Nos artigos anteriores estudamos os casos de temas como Turismo, Carros e Games.

Estudo de Caso: Saúde

O termo “Vida Saudável” hoje virou quase uma palavra de ordem: lota as academias, ajuda a vender iogurte, faz as pessoas calcular calorias e gera várias ondas de tratamentos alternativos.

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Oportunidades Mid-Tail Caso 3: Games

Para quem chegou agora esse artigo faz parte de uma série, onde exploro as oportunidades contidas nos assuntos pouco explorados pela Velha Mídia. Os artigos anteriores estudam os casos sobre Turismo e Carros, e o de Turismo também contém uma introdução teórica que explica o título da série.

Estudo de Caso: Games

A indústria de Games hoje é maior que a do cinema. E no Brasil o número de jogadores também é bem expressivo, apesar de nem sempre se refletir nos números do comércio por causa da pirataria; isso é um problema sócio-econômico, e não muda o fato que os brasileiros adoram jogar.

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Oportunidades Mid-Tail Caso 2: Carros

No primeiro artigo da série “Mid-Tail” vimos um pouco de teoria estatística e abordamos Podcasts sobre Turismo. Esse artigo dá continuidade à série explorando as possibilidades de um assunto que é paixão nacional.

Estudo de Caso: Carros

O Brasil tem mais de 23.500.000 carros, e a frota cresce mais rápido que a população! E quantas das 168 horas disponíveis por semana são dedicas à esse tema na rede aberta de TV? …uma média de 30 minutos por canal! Eu simplesmente não acredito que o interesse da audiência seja assim tão baixo. O que vemos aqui é um assunto do topo da cauda sendo negligenciado pela Velha Mídia.

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Oportunidades Mid-Tail Caso 1: Turismo

Antes de entrar no assunto propriamente dito precisamos de um pouco de teoria: existe um termo estatístico chamado “Long Tail” (“Cauda Longa“) que se refere ao modelo de distribuição onde os resultados maiores se destacam muito dos menores, mas os menores tendem a se prolongar em quantidade. Esse conceito é muito usado para explicar vários aspectos do mercado, como distribuição de renda, atividade industrial e o que nos interessa aqui: preferências de conteúdo.

As preferências de conteúdo são o que modelam a programação da TV, principalmente a rede aberta. Isso ajuda a explicar porque a programação das 4 maiores emissoras nacionais é absurdamente parecida. Temas populares como Noticiário, Novela, Futebol e Infantil são bastante explorados, e temas mais específicos ganham menos atenção e tempo porque a programação é limitada, afinal o dia tem um número fixo de horas e é natural que eles queiram lucrar, exibindo o que atrai a atenção da maioria.

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Cursos de Idiomas em Podcast

A facilidade de distribuir podcasts para todo o mundo abriu novas oportunidades de entretenimento e aprendizado. Hoje é possível assinar um áudio vindo de Angola ou um vídeo vindo da Coréia. Nunca antes com rádio e TV normais tivemos tantas opções. Essa liberdade toda tem seu preço: as barreiras lingüísticas; a menos que seja um podcast em vídeo com alto apelo visual ou um de áudio focado apenas em música, a língua restringe o consumo dessas mídias.

A resposta para isso vem dos próprios podcasts, hoje estão disponíveis cursos inteiros dos mais diversos idiomas, e para os mais variados níveis. O ponto de partida é o inglês, esse geralmente é o idioma usado para ensinar outros, logo, se você está interessado em, digamos… francês, vai precisar ser fluente em inglês primeiro; mas isso não chega a ser um problema, existe bons podcasts de ensino de inglês também.

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Podcasts Universitários

No próximo dia 30 de Maio o “iTunes U” (segmento universitário dentro do iTunes Store) comemora um ano de criação. Entretanto o uso de Distribuição Multimídia por universidades é um pouco mais antigo, com o primeiro caso de sucesso datando de 2002 com o projeto OpenCourseWare do MIT.

O crescimento do iTunes U foi notável, saltando de cerca de 10 universidades na estréia para mais de 50 um ano depois, sem contar que agora possui também outras instituições, como museus, escolas de música e institutos de pesquisa. Apesar do grande sucesso do iTunes U ele ainda está restrito aos Estados Unidos, as faculdades de outros países não contam com o sistema gerenciador nem com um diretório próprio, mas muitas universidades internacionais grandes, como Oxford na Inglaterra e Tokyo Daigaku do Japão, distribuem seus conteúdos como podcasts normais, apenas não indexados no diretório, mas presentes no iTunes.

No Brasil as universidades ainda não acordaram para essa mídia. As maiores dificuldades aqui são a falta de estrutura (produção, banda, etc) e falta de intimidade com produção multimídia; ainda assim algumas iniciativas se destacam, como a Fundação Getúlio Vargas que apóia o site PodCasting Brasil e libera complemento de algumas aulas. Acredito que seja pura questão de tempo para que as universidades por aqui descubram e se dediquem à esse segmento.

O grande barato das aulas universitárias disponíveis online, é que não apenas os alunos podem se aproveitar delas, mas qualquer pessoa interessada dos temas abordados, seja por curiosidade ou por reciclagem profissional. Eu mesmo, por exemplo já cursei uma disciplina inteira de Harvard sobre XML, o que me ajudou em vários projetos profissionais. E não apenas aulas estão disponíveis, é muito comum encontrar palestras ou até mesmo conteúdo gerado por alunos.

Se você é professor universitário tente convencer sua instituição de ensino a abraçar essa idéia. Se quiser, fique a vontade para entrar em contato com a Racum Tecnologia, terei todo o prazer ajudar em qualquer incentivo nessa área.

Acordo entre a ABPod e o ECAD

Escritório Central de Arrecadação e DistribuiçãoNo dia 14 de Maio foi anunciado um acordo entre a ABPod (Associação Brasileira de Podcasters) e a ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição); a ECAD é a responsável brasileira pela cobrança de direitos autorais de músicas usadas em outras mídias como Rádio e TV. O acordo prevê o uso ilimitado de músicas em podcasts sem fins comercias com o pagamento mensal de uma UDA (Unidade de Direito Autoral), cotada hoje em R$37,49.

A área de podcast é relativamente nova, e ninguém até hoje foi notificado por usar indevidamente propriedade intelectual de outros, mas esse acordo assegura a legalidade da atividade e previne problemas no futuro.

Outra alternativa muito utilizada por podcasters é o uso de músicas do tipo “Podsafe”, um termo genérico que significa que a licença da música permite o uso em podcasts sem a necessidade de pagar direitos autorais, geralmente são músicas sob Domínio Público ou Creative Commons. Apesar dessa atividade ser bastante apreciada ela restringe significativamente as músicas disponíveis; se isso for um problema para quem produz podcasts o acordo com a ECAD se mostra bem interessante.

Os podcasters interessados deverão se filiar à ABPod e preencher um formulário disponível no site da associação.

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Pesquisa Demográfica da Audiência de Podcasts

Foi liberado no fim de Abril o resultado de uma pesquisa realizada pela Edison Media Research encomendada pela Association for Downloadable Media. Essa pesquisa foi feita offline e a amostragem é referente à população real, não apenas aos mais imersos na Internet ou leitores de algum site específico; com esse enfoque único temos um ponto de vista até então apenas estimado mas nunca medido. Como a maioria das pesquisas na área, essa abrange apenas a audiência norte-americama e pode levar alguns anos para o mercado brasileiro atingir a mesma curva.

Os resultados apontam novamente para um aumento na audiência geral de Podcasts, com os conteúdos de vídeo obtendo um maior salto e se aproximando dos de áudio. A parte demográfica da pesquisa mostra um esperado equilíbrio entro homens e mulheres e uma surpreendente distribuição homogênea por idade, com a metade da audiência acima dos 35 anos; a audiência média de Podcasts também tem melhores índices de educação e salários.

Um dos pontos mais importantes da pesquisa foi o método de consumo, que apontou a pesada maioria dos usuários usando um computador em vez de dispositivos móveis, e dos que usam dispositivos móveis a preferência recai sobre os conteúdos de áudio.

A pesquisa possui vários outros pontos, um PDF com o resultado completo e conclusões das estratégicas de mercado está disponível no site da agência de pesquisa.

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