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Oportunidades Mid-Tail Caso 3: Games

Para quem chegou agora esse artigo faz parte de uma série, onde exploro as oportunidades contidas nos assuntos pouco explorados pela Velha Mídia. Os artigos anteriores estudam os casos sobre Turismo e Carros, e o de Turismo também contém uma introdução teórica que explica o título da série.

Estudo de Caso: Games

A indústria de Games hoje é maior que a do cinema. E no Brasil o número de jogadores também é bem expressivo, apesar de nem sempre se refletir nos números do comércio por causa da pirataria; isso é um problema sócio-econômico, e não muda o fato que os brasileiros adoram jogar.

Um problema sério de mercado é a fraca representação dos fabricantes: a Nintendo tem mais tempo de Brasil, mas terceiriza a distribuição e o suporte; a Microsoft só entrou oficialmente recentemente; e a Sony simplesmente ignora a existência do Brasil, mesmo com o PlayStation2 sendo o console mais usado no país.

É difícil explicar a relação do mercado de Games com a TV aberta: as maiores redes praticamente ignoram o assunto, a única exceção é o Grupo Bandeirantes, que joga todo esse conteúdo para um canal secundário: o PlayTV. O canal PlayTV é uma iniciativa interessante, e aborda vários outros temas de Mid-Tail, mas infelizmente só tem sinal aberto na região metropolitana de São Paulo, e no resto do país o canal só é acessível via TV a cabo.

Apesar de todas as questões como pirataria, abandono, censura, etc, o interesse pelo tema é muito grande. E da mesma forma que as revistas de Turismo e de Carros, as revistas de Games também ajudam a mostrar esse interesse, e mesmo que essas revistas não tenham tanta projeção elas sempre estão presente nas bancas, não importa se essa banca está na Avenida Paulista ou em uma praça no interior do Espírito Santo.

Produzir um Podcast sobre Games é surpreendentemente fácil: boa parte das mídias vêm direto das empresas que programam os jogos, eles praticamente imploram pra você tocar um trailer de um jogo e fazer bons comentários sobre ele. Conseguir notícias, dicas, guias e curiosidades também é muito fácil. Praticamente qualquer pessoa imersa no mercado de jogos está apta a produzir um Podcast.

Público Alvo

Nenhuma pesquisa demográfica de sexo, idade e renda é muito confiável, e existem motivos pra isso:

  • Definição Imprecisa: não há uma idéia clara do que é um jogo, por exemplo: nem todo mundo conta jogos de celular ou o manjando Paciência.
  • Jogos Casuais: quem joga Wii Tennis ou Guitar Hero no churrasco na casa de um amigo nem sempre se considera um Gamer.
  • Preconceito: algumas pessoas se sentem envergonhadas em dizer que jogam, os motivos variam de infantilidade a escapismo. (é estúpido, eu sei…)
  • Pirataria: nem todos os jogos de console ou computador “comprados” são realmente jogados.

Mesmo com a dificuldade de se criar um perfil dos usuários uma coisa é certa: eles existem! A sua maioria parece ser de jovens adultos do sexo masculino, mas com participação expressiva do sexo feminino em jogos casuais ou de interação social.

Existe ainda um fenômeno que parece um problema mas pode ser uma oportunidade a ser explorada: a maioria dos jogadores brasileiros não é fluente em inglês, eles geralmente recorrem ao processo de tentatica-e-erro ou ajuda de algum guia; isso ajuda a explicar a quantidade de revistas disponíveis, muitas delas contendo dicas e “detonados“.

Formato Podcast

Game é uma mídia visual, um Podcast de vídeo seria mais adequado, apesar de não ser obrigatório. Os Podcasts sobre o tema tendem a se subdividir em algumas áreas com focos diferentes:

  • História/Retrô
  • Análises
  • Notícias
  • Dicas

Alguns combinam mais de um elemento, mas raramente abordam todos.

Casos Internacionais

Esses são possivelmente os Podcasts mais numerosos, existe uma sessão gigante na iTunes Store dedicada a eles, mas muitos abordam jogos específicos. A lista a seguir contém Podcasts genéricos que eu pessoalmente achei interessante em conteúdo e técnica:

Possíveis Anunciantes

A dificuldade de se mapear o perfil dos consumidores e os problemas do mercado brasileiro atrapalham a adoção de anunciantes. Para esses casos só existe uma saída: esperar o Podcast crescer e mostrar as estatísticas de audiência para os possíveis interessados.

Quem conseguir vencer essa barreira de resistência pode explorar empresas como:

  • Lojas Online Especializadas
  • Grandes Lojas Online de Varejo (Submarino, Americanas, etc)
  • Sites e Revistas sobre Games

Uma opção interessante para quem está começando é fazer plano de afiliado de alguma loja online, e convencer a audiência à comprar nessa loja entrando pelos links ou banners no site do Podcast. Associar produtos aos episódios que eles foram citados ajudam nesse processo.

A Seguir…

O próximo caso será o último dos que eu imaginei antes de começar a escrever a série, se você souber de outro tema de Mid-Tail que eu deixei passar diga nos comentários, talvez renda mais um artigo para a série! Até lá continuem acessando ou assinem o Feed RSS do site.

 

Mid-Tail: Turismo Mid-Tail: Carros Mid-Tail: Games Mid-Tail: Saúde

 

 


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